Riodouro é a freguesia mais extensa, com uma área de 43,52 Km2 e 942 habitantes (censos 2011), mais montanhosa e uma das mais pitorescas do concelho. Confronta com Montalegre e com as congéneres de Abadim, Pedraça, Cavez e as Uniões de Freguesia de Gondiães e Vilar de Cunhas e de Refojos de Basto, Outeiro e Painzela.
A montanhosa e acidentada orografia deste extenso território é marcada pelas bacias do Ribeiro de Currais e do Rio de Cavez, cujos cursos de água se orientam no sentido Norte-Sul. Registando elevadas altitudes, assenta na vertente da Cabreira, ostentando um relevo mais suave e chão na orla meridional, onde os diversos valados agrícolas recortados em viçosas leiras, rodeiam o concentrado casario de algumas aldeolas. Apesar da imensa área abrangida esta freguesia é pouco populosa.
Comprovado o remoto povoamento proto-histórico, existe como paróquia pelo menos desde o século XII, como pertença do julgado medieval de Cabeceiras de Basto. As “inquirições” ditas “afonsinas”, de 1220 e 1258, dão já uma imagem de certa pujança populacional aludindo onze “villas” com mais de oitenta casais, cuja posse era muito dividida pela nobreza e clero locais. A maior parte desta freguesia era ocupada por coutos, por onde passaram proprietários fidalgos como Pedro Martins, João Martins, Gonçalo Martins, Pedro Lourenço, os filhos de Martim Mendes, D. Afonso Lopes e D. Pedro Fernandes.
No lugar que deu nome à freguesia pode apreciar-se um magnífico solar setecentista, com capela e torre ameada, bem como a igreja paroquial, as casas da Eira, da Reboseira e a de Leiradas. A capela de Juguelhe, Vilela, a “campa da moura”, em Cambezes e o planalto de Lamachã, são igualmente locais de interesse turístico. Existe também na freguesia uma pequena ponte românica, num subafluente do Tâmega e três cemitérios, sendo um dos progressistas e outro dos regeneradores, que vêm do tempo em que a política separava os homens mesmo da morte.
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